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Avaliação da Atividade Esporicida de Solução Desinfetante

De: Manoel Armando A. Dos Santos, Prof. Dr. Resp. Laboratório de Micobactérias

Universidade de São PauloInstituto de Ciências BiomédicasDepartamento de MicrobiologiaLaboratório de Micobactérias

Av. Prof. Lineu Prestes, 1374CEP 05508-900São Paulo - SP - BrasilFone: (11) 3818-7296Fax: (11) 3818-7354E-Mail: maadsant@icb.usp.br

 

1. Identificação

Marca:  K-ller

Apresentação:  Solução aquosa incolor e inodora

Principio ativo:  Brometo de Lauril Dimetil Bencil Amônio

Embalagem:  Vasilhame de Plástico de 1 galão

Lote avaliado:  KL-990903

2. Proceso

A-  Microrganismos:  Bacillus subtillis (ATCC: 19659)*

Clostridium sporogenes (ATCC: 3584)**

 

B- Concentração do producto experimentado:  puro (apresentação para uso)

 

C- Método:

a)   preparo da s culturas teste.

Amostra de B. subtillis* foi cultivada em 10ml de Calod Nutriente – Extrato de Solo (CNES) e de C. sporogenes** em 15ml do Meio de Extrato de Carne Ovo e Solo (MECOS). Ambos incubados durante 72 horas a 37°C em condiçõnes de aerobiose e anaerobiose, respectivamente.

Após obtenção do crescimento, as culturas de C. sporogenes foram filtradas em algodão estéril e 20 ml distribuidos em cada um dos 6 tubos de ensaio (25x150mm), sendo 10ml reservados para os testes de Controle de Qualidade.

Na preparação da cultura do B. subtillis, o crescimento obtido foi transferido para Erlenmeyer (250ml), estéril contendo pérolas de vidro, sendo homogeneizado com objetivo de romper a película formada.  Em seguida, filtrado em algodão e 20 ml foram distribuídos em cada um dos 6 tubos (25x150mm).  Um alíquota de 10ml, desse filtrado, foi reservada para testes de Controle de Qualidade.

b)  Procedimento.

Vinte (20) cilindros de porcelana (Fisher Scientific CO., n°7907), préviamente lavados com Triton X-100 (SIGMA), rinsados com água e esterilizados em forno Pasteur (180°C) durante 2 horas.  Foram distribuídos em tubos de ensaio contendo os filtrados.  Para compor o Controle de Qualidade, 10 cilindros foram acrecentados a 10 ml de cada um dos flitrados das repectivas culturas.  Todos os tubos inoculados foram homogeneizados e colocados em repouso durante 15 minutos a temperatura ambiente.

Em seguida, os cilindros contaminados foram transferidos para placas de Petri estéreis, forradas com papel-filtro, mantidos na posição vertical para drenagem do líquido, trasportadas par dessecador contendo Cloreto de Cálcio e acionado o vácuo, assim permaneceram secando por 24 horas.

Foi adotado o seguinte procedimento para testar a eficácia do produto:

C1- 10ml do produto em teste, na diluição de uso indicada pelo Fabricante, foram distribuídos em cada um dos 24 tubos, para cada microrganismo.  Esses tubos foram tranferidos para aparelho de Bahno-Maria, ajustado para 20°C, com a finalidade da adequação da tempertura proposta para análise.

C2- Foram Tranferidos, pelo uso de agulha flambada e resfriada, 5 cilindros contaminados e secos para cada um dos 24 tubos contendo o produto, sendo adotado o período de 2 minuntos de intervalo entre as semeaduras de cada tubo.  Após período de contrtato, préviamente estipulado (conforme mostrados em Tableas), cada cilindro foi transferido para tubo de subcultura contendo Caldo Letheen (Caldo nutriente + 0,5% de Tween 80 + 0,07% de lecitina), utilizado como    agente neutralizante dos tensoativos catiônicos, categoria na qual é encuadrada a solução em teste.  Após contendo o mesmo meio de cultura e incubados a 37°C durante o período  de 21 dias.  Decorrido este tempo, os tubos que não apresentaram crescimento, foram submetidos a choque térmico (80°C durante 20 minutos) e reincugadso, em estufa bacteriológica, a 37°C durante 72 horas.

C3- controles:  Os “cilindros controles” foram mergulhados em 10ml de solução de Ácido Clorídrico 2,5N (10ml a 20°C) e durante os períodos de 2, 5, 10 e 20 minutos.  Após esse tratamento, foram tranferidos para tubo de ensáio contendo 15 ml de Caldo Tioglicolato modificado (Caldo Tiolglicolato DIFCO + 20 ml/L de sol. NaOH 1N), homogeneizados durante 20 segundos e retransferidos para novo tubo com o mesmo meio, e incubados durante 21 dias a 37°C (INCQS – Ministério da Saúde, 1991).

Obs.  Em adiçao, foi procedido o controle de esterilidade sobre os cilindors carreadores não utilizados nos exercícios de contaminação por esporos, através semeaudra em tubos de ensaio contendo Caldo Tioiglicolato modificado e incubados durante o período de 21 dias, a 37°C.

3- Resultados

 

TABELA I : Ação esporicida do Brometo de Lauril Dimetil Bencil Amônio (BLBDA) sobre B. subtillis (ATCC: 19659) e C. sporogenes (ATCC:  3584)

 

Bacillus subtillis (19659)

Clostridium sporogenes (3584)

2 min.

+

+

5 min.

+

+

10 min.

+

+

15 min.

+

+

20 min.

-

+

30 min.

-

-

60 min.

-

-

Cont. +

+ (10 minutos)

+ (20 minutos)

Cont. -

-

-

Sinonímia:  +  crescimento

-  ausência de crescimento

Cont. +   controle positivo

Cont. -    controle negativo

A determinação do tempo exato de exposição, necessária para expressão da atividade esporicida foi comprovada pelo fracionamento dos intervalos de tempo intercalares aos indicados nos testes anteriores e os resultados apresentados na tabela I

 

TABELA II : Determinação do tempo real para expressão da atividade esporicida do Brometo de Lauril Dimetil Benzil Amônio (BLBDA) sobre B. subtillis (ATCC: 19659) e C. sporogenes (ATCC:  3584)

 

Bacillus subtillis (19659)

Clostridium sporogenes (3584)

16 min.

+

+

18 min.

-

+

20 min.

-

+

22 min.

-

+

24 min.

-

0

26 min.

-

0

28 min.

-

0

30 min.

-

0

Cont. +

+ (10 minutos)

+ (20 minutos)

Cont. -

-

-

Sinonímia:  +  crescimento

-  ausência de crescimento

Cont. +   controle positivo

Cont. -    controle negativo

3- Conclusão:

 

A solução aquosa de Brometo de Lauril Dimetil Benzil Amônio apresentou atividade esporicida após 18 e 22 minutos de contato com Bacillus subtillis (ATCC: 19659) e Clostridium sporogenes (ATCC: 3584), respectivamente

 

Manoel Armando A. Dos Santos Prof. Dr. Resp. Laboratório de Micobactérias

São Paulo, 9 de agosto de 2000.

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